O meu maior desejo neste blog é encontrar um assunto suave para falar. Eu sei que é possível despertar sentimentos amenos através da escrita, afinal inúmeros cronistas e escritores o fazem muito bem, com leveza, poesia e empatia todos os dias.
Afinal precisamos da beleza e das boas notícias para alimentar a alma. Mas o que fazer diante do início de uma guerra sem proporções que começou no último sábado?
Assim, penso nos meus sentimentos, recolho os fragmentos de pensamentos e ideias que me vêm à cabeça e encontro apenas apoio em uma canção que a princípio parece melancólica, mas que tem uma história linda por trás dela.
A Terceira Guerra Mundial começou?
Na verdade digo a vocês que estou tendo dificuldade para organizar pensamentos felizes. A verdade é que vivemos e somos submetidos a um estado constante de guerra. E ter pensamentos felizes nessas condições requer muita vontade de viver – uma vontade constantemente minada pelo cotidiano de horror e morte produzido pela guerra.
A ofensiva militar lançada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã no último sábado elevou dramaticamente a tensão no Oriente Médio e provocou uma onda de análises sobre o risco de uma guerra de grandes proporções.
O foco central das análises recai sobre a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de avançar com uma operação militar de larga escala, descrita por alguns analistas como um movimento que combina ambição de mudança de regime, cálculo eleitoral e aposta num desfecho rápido capaz de redefinir o equilíbrio regional. Mas será?
Não compreendo o sentido das guerras e da manipulação do poder econômico mas creio que a segurança regional e global não melhoraria em nada com tudo isso e que poderia até se deteriorar com consequências horríveis tais como colapso econômico, radicalização política e risco de violência sectária e étnica.
Não podemos fechar os olhos à constância do horror, do terror e da violência provocada pela guerra.
E esse processo, embora inclua uma história carregada de terror, contém também uma infinidade de trajetórias portadoras de muita potência e de grande força vital.
Isso me anima, enfim, a encontrar pensamentos felizes em meio à guerra que começou. E a música me ajuda bastante neste processo. Nada melhor do que ouvir canção The Air That I Breathe da banda The Hollies. Você vai sentir paz em seu coração, confie em mim.
Ouvindo-a você sentirá que novos horizontes se abrirão permitindo-lhe encontrar pensamentos doces e esperança, em meio ao medo e ao caos.
Sobre a canção The Air That I Breathe da banda The Hollies.
The Hollies é uma banda britânica de rock and roll formada no princípio dos anos 1960. Foram contratados pela Parlophone em 1963 como colegas de selo dos Beatles, e lançaram seu primeiro álbum nos Estados Unidos em 1964 durante a primeira leva da Invasão Britânica. Eles estão acostumados a cantar em época de guerra.
Eles são comumente associados a Manchester, pois vários de seus integrantes originais vinham da cidade e de comunidades vizinhas. Em 2010 a banda entrou para o Hall da Fama do Rock and Roll.
O grupo foi criado pelos amigos de infância Allan Clarke, vocalista, e Graham Nash, em meados de 1962. Em seguida juntaram-se Don Rathbone na bateria, Eric Haydock no baixo, e Vic Steele na guitarra-solo.
Steele foi rapidamente substituído por Tony Hicks. Em 1963, quando o grupo começou a fazer um certo sucesso, Don Rathbone passou ao posto de "roadie" e foi substituído por Bobby Elliot, considerado por muitos como um dos melhores bateristas ingleses do período do Merseybeat.
Apesar de normalmente não ser lembrada como uma das principais bandas de rock dos anos 1960, os Hollies emplacaram diversos sucessos e se tornaram, ao longo da década, o segundo grupo de maior sucesso da Grã-Bretanha em termos de vendagem de discos, atrás apenas dos Beatles.
O grupo se caracterizou por impecáveis trabalhos vocais, duplos ou triplos, com Clarke, Nash e Hicks.
Apesar das diversas mudanças na formação, o grupo continuou a gravar e a fazer concertos durante os anos 1970 e 1980. O Hollies ainda apresenta-se esporadicamente, com apenas dois de seus integrantes originais.
Em Março de 2010 os integrantes dos Hollies Allan Clarke, Graham Nash, Tony Hicks, Bobby Elliot, Erick Haydock, Bernie Calvert e Terry Sylvester entraram para o Rock and Roll Hall of fame.
O amor como essência em "The Air That I Breathe"
A música "The Air That I Breathe", destaca como o amor pode tornar supérfluas até as necessidades mais básicas do ser humano.
No trecho “Can't think of anything I need / No cigarettes, no sleep, no light, no sound / Nothing to eat, no books to read” (Não consigo pensar em nada que eu precise / Nem cigarros, nem sono, nem luz, nem som / Nada para comer, nem livros para ler), fica claro que o protagonista sente uma satisfação tão profunda que tudo o mais perde a importância.
Essa sensação de plenitude mostra como o amor pode preencher todos os vazios e trazer uma paz difícil de ser alcançada por outros meios.
O refrão “Sometimes, all I need is the air that I breathe / And to love you” (Às vezes, tudo o que preciso é do ar que respiro / E te amar) reforça a ideia de que, para o eu lírico, o amor e o simples ato de existir são suficientes.
A inspiração para a música veio de um momento de solidão vivido por Albert Hammond, o que aprofunda ainda mais o significado da letra: a busca por conexão e afeto é o que realmente traz sentido à vida.
A frase “Peace came upon me and it leaves me weak” (A paz veio sobre mim e me deixa fraco) mostra o efeito transformador do amor verdadeiro, celebrando a felicidade encontrada nas coisas simples e na presença de quem se ama.
É por isso que diante de tudo ainda tenho esperança da aceitação pacífica do fim desta guerra e sobretudo tenho esperança na vida que precisa ser preservada.
Tenho esperança no abraço, no amor e, sobretudo, na arte. É por isso que aprecio tanto ouvir uma linda canção. Espero que gostem tanto quanto eu. Faz bem pra alma da gente. Até mais gente e vejam o vídeo até o final que tem surpresa!


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